domingo, 30 de dezembro de 2012



Sem pagamento, 200 mil carros são leiloados no País

A bolha do crédito farto ajudou o Brasil a ocupar pela primeira vez, em 2010, o quarto lugar na lista dos maiores mercados de veículos do mundo, posição que vem sendo mantida. Neste ano, as vendas devem atingir o recorde de 3,8 milhões de unidades. Muitos dos consumidores que ajudaram o País a chegar a esse posto, contudo, hoje penam para pagar as prestações ou tiveram o carro retomado por falta de pagamento.
O índice de inadimplência em veículos passou de 2,5% dos contratos em 2010 para 5,6% neste ano. O calote vem caindo, depois de atingir o pico de 6,1% em maio, mas ainda é alto. Em valores, um total de R$ 10,5 bilhões em parcelas deixou de ser pago, muito acima do saldo de R$ 3,8 bilhões de dois anos atrás.
"O estrago neste ano foi muito maior do que o imaginado", diz Décio Carbonari, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). Parte dos devedores são pessoas que compraram o primeiro carro zero, atraídas por planos de pagamento sem entrada, prazos de 60 a 80 meses e "parcelas que cabiam no bolso".
Com mais da metade das prestações a vencer, o consumidor se deu conta de que o saldo devedor era bem maior que o valor do bem - que deprecia-se em média 15% ao ano. "Hoje, com o saldo devedor de um financiamento feito há dois anos é possível comprar um carro mais moderno e com juro menor", diz Paulo Garbossa, da consultoria ADK.
O juro hoje é menor em consequência da política adotada pelo Banco Central. Caiu de 40,6% na média anual no fim de 2010 para menos de 35%. Os automóveis também estão mais baratos em razão da concorrência de novas marcas e alguns modelos são lançados a preços mais baixos que os antigos.
Bancos e associações não divulgam a quantidade de carros retomados por falta de pagamento. Mas dados de empresas de leilões dão ideia do tamanho do problema. Segundo quatro grandes grupos que atuam no Estado de São Paulo, entre 180 mil e 200 mil veículos foram retomados por falta de pagamento nos últimos dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Acesso em: 30-12-2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


O conto da Ilha Desconhecida
"Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim".












Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia, no sul do Pacífico.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PARA OS ALUNOS QUE ESTÃO DE RECUPERAÇÃO
4° BIMESTRE 2012

1 ANO ENSINO MEDIO 
Conteúdo: Complexo regional da Amazônia (aula 55 e 56); Complexo regional do Nordeste (aula 57 e 58); Evolução quantitativa da população no mundo (aula 59 e 60); Evolução quantitativa da população no Brasil (aula 61 e 62); Os movimentos migratórios da população (63 e 64).

2 ANO ENSINO MEDIO 
Conteúdo: O setor terciário da economia (aula 55 e 56), As redes materiais: o comércio internacional (aulas 57 a 59), As redes materiais: o comércio no Brasil (aulas 60 e 61); As redes materiais: o transporte moderno (aulas 62 a 65).

9° ANO ENSINO FUNDAMENTAL 
Conteúdo: O que é globalização (aulas 37 e 38); A dívida externa (aulas 39 e 40); O domínio da tecnologia (aulas 41 e 42); O problema do desemprego (aulas 43 e 44).

sábado, 10 de novembro de 2012


Neoliberalismo defende a separação do estado na economia
ESTADO MÍNIMO.
Os ideais do neoliberalismo:
* Total liberdade às leis de mercado.
* Limitação da intervenção do Estado na economia.
* Privatização de empresas estatais.
* Abertura comercial, reduzindo ou eliminando as taxas alfandegárias sobre as importações.
* Total liberdade de ação aos capitais internacionais.
* Eliminação de qualquer proteção ou incentivo às empresas nacionais.

O neoliberalismo busca a liberdade econômica sem a restrição estatal. O neoliberalismo é um conjunto de politicas adotadas por governos pós 1970 propagadas para o mundo pelas organizações supranacionais como o Banco Mundial e o FMI. A aplicação do neoliberalismo no Chile e na Inglaterra são dois bons exemplos para pesquisas mais profundas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Exercicios - Emprego e desemprego no Brasil

1. Observe a tabela abaixo com atenção. Ela mostra o mapa do mercado de trabalho no Brasil.

População empregada segundo o grau de instrução e gênero.
Anos de instrução
Homens (%)
Mulheres (%)
De 8 a 10
14,1
14,4
De 11 a 14
14,2
20,5
Mais de 15
5,3
7,9

Considerando os dados da tabela é possível concluir que:
a) Muitos anos de instrução ampliam, de forma significativa, as chances de conseguir emprego.
b) O desemprego não é um problema para o mundo, uma vez que existe empregos para todos, basta estudar e se dedicar bastante para ocupar os cargos do setor público  do setor privado.
c) A população que chegou pelo menos à metade do ensino fundamental é a que menos obtém empregos.
d) A pequena parcela de pessoas com muitos anos de instrução empregadas, indica que sua produtividade é muito alta.
e) As mulheres com maior grau de instrução conquistam mais empregos que os homens na mesma condição.

2. Leia o quadrinho da Mafalda abaixo:
Como vimos, Mafalda confunde os conceitos para se medir o desemprego. Na verdade, o conceito correto seria:
a) Indicador de desemprego.
b) Índice de desemprego.
c) Desemprego infantil.
d) População Economicamente Ativa.
e) Igualdade de desemprego.

R. 1E; 2B.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

LISTA DE EXERCICIOS - GLOBALIZAÇÃO

LISTA DE EXERCÍCIOS - GLOBALIZAÇÃO

1 - Uma expansão violenta por parte dos Estados, ou de sistemas políticos análogos, da área territorial da sua influência ou poder direto, e formas de exploração econômicas em prejuízo dos Estados ou povos subjugados, geralmente conexas com tais fenômenos [...].
O texto, de autoria de Norberto Bobbio, expressa o conceito de:
a) liberalismo.
b) dependência.
c) imperialismo.
d) socialismo.
e) globalização.

2 - Considere o texto apresentado a seguir.
O projeto de abrir os mercados europeus remonta ao pós-guerra, quando os Estados Unidos, por meio do Plano Marshall, iniciaram a reconstrução do Velho Continente. [...] Simultaneamente, eram erguidos os alicerces de um mercado global de capitais. Num futuro próximo, o sistema, acreditavam com razão os americanos, permitiria uma expansão internacional das empresas.
CARTA CAPITAL, 4 ago. 1999. p. 24.

Além do aspecto econômico, a ajuda norte-americana aos países europeus também comportava uma preocupação geopolítica:
a) barrar o fluxo de imigrantes europeus, em especial dos países da Europa Oriental, para os Estados Unidos.
b) diminuir o envio de auxílio humanitário dirigido aos países da América Latina e Caribe para os países europeus.
c) impedir o avanço das áreas de influência da ex-União Soviética para além dos países do Leste Europeu.
d) possibilitar o acesso das empresas norte-americanas às matérias-primas minerais e aos mercados da Europa Ocidental.
e) garantir a soberania norte-americana sobre os novos territórios conquistados na região do Mediterrâneo, trocando-a por ajuda econômica.

3 - Considere as afirmações a seguir sobre os polos tecnológicos no Brasil.
I. Os polos tecnológicos concentram as atividades de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta.
II. Os polos tecnológicos concentram atividades industriais que independem de outros setores da economia.
III. O principal polo tecnológico do país é a Zona Franca de Manaus, devido à presença de várias incubadoras tecnológicas.
IV. Os principais polos tecnológicos do estado de São Paulo se localizam na capital, em São José dos Campos, Campinas e São Carlos.
Está correto o que se afirma em:
a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) II e IV.

4 - Sendo um dos países mais populosos do mundo, tem passado, desde a década de 90 do século XX, por transformações no seu espaço geográfico, fato que, por um lado, aponta para a globalização e para o desenvolvimento tecnológico e, por outro, acentua as diferenças sociais. A formação de mão de obra especializada destaca-se na produção de softwares, aviões, pesquisas espaciais, supercondutores e no desenvolvimento das biociências.

Embora durante a Guerra Fria esse país tenha procurado não se envolver com alinhamentos propostos pelos Estados Unidos ou pela União Soviética, tem historicamente encontrado dificuldades de relacionamento com os seus vizinhos, em especial com o Paquistão na disputa pelo território da Caxemira.

O país a que o texto se refere é:
a) a China.
b) o Brasil.
c) a Arábia Saudita.
d) a Índia.
e) o Irã.

5 - A Primeira Revolução Industrial provocou grande transformação no espaço geográfico. A esse respeito, leia as afirmações abaixo:

I. Aconteceu um intenso processo de urbanização, e as cidades passaram a comandar as atividades econômicas e a organização do espaço geográfico.
II. Com a ampliação da Divisão Internacional do Trabalho, alguns países europeus especializaram-se na produção industrial, controlando o mercado mundial de produtos industrializados.
III. Aconteceram grandes mudanças no modo de produção, sem implicações na organização política e territorial da Europa.

Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I é verdadeira.
b) Apenas III é verdadeira.
c) Apenas I e II são verdadeiras.
d) Apenas II e III são verdadeiras.
e) I, II e III são verdadeiras.

6 - A circulação tem grande significado geográfico. No tocante ao transporte, ela compreende homens e riquezas; já no campo das comunicações, inclui o som, a palavra, a imagem, as ideias e, por conseguinte, a experiência de espaço e de tempo.

Com base nos conhecimentos sobre a abordagem geográfica da circulação,  pode-se afirmar que:
(  ) a Revolução Industrial impulsionou a revolução dos transportes, possibilitando a construção de ferrovias e o uso da máquina a vapor na navegação.
(   ) o aprimoramento dos transportes representou a estagnação da produção em alguns setores da economia, tais como a agropecuária e o comércio, que deixaram de atrair os investimentos estrangeiros.
(   ) a popularização do automóvel, o surgimento do avião, a transmissão de energia elétrica em alta tensão, o desenvolvimento da comunicação e dos transportes são marcas da sociedade industrial.
(   ) a produção de computadores, softwares e satélites, a utilização do fax e dos cabos de fibra óptica permitiram que as informações econômicas e financeiras e o fluxo de capitais se tornassem mais globalizados.
a) VFVV
b)VVFV
c)VVVF
d)FVVV
e) FFFF

7 - O sucesso das indústrias de alta tecnologia reside na integração de diferenciados fatores que variam segundo as regiões geográficas. Todavia, o modo de desenvolvimento dessas indústrias repousa sobre determinadas condições qualitativas indispensáveis, tais como:

a) existência de uma densa rede de transportes destinados à exportação de bens, descentralização das atividades comerciais e elevados investimentos em indústrias de base local.
b) criação de infraestruturas viárias, redução de impostos e presença indispensável de indústrias químicas como suporte de suas atividades produtivas.
c) inovação técnico-científica permanente, capital humano agregado e integração com uma rede urbana dotada de equipamentos e serviços de energia, informação e comunicação.
d) expansão permanente da rede de comunicação, criação de territórios independentes da legislação nacional e isenção de taxas de exportação para outras regiões e países.
e) flexibilização das leis trabalhistas, proximidade de amplos mercados de consumo e, sobretudo, presença de jazidas energéticas.

8 - Produção e consumo -- e necessidades humanas -- tornam-se cada vez mais internacionais e cosmopolitas. O âmbito dos desejos e reivindicações humanas se amplia muito além da capacidade das indústrias locais, que então entram em colapso. A escala de comunicações se torna mundial, o que faz emergir uma mass media tecnologicamente sofisticada. O capital se concentra cada vez mais nas mãos de poucos. Camponeses e artesãos independentes não podem competir com a produção de massa capitalista e são forçados a abandonar suas terras e fechar seus estabelecimentos. A produção se centraliza de maneira progressiva e se racionaliza em fábricas altamente automatizadas.
BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Cia. das Letras, 1986. p. 89-90.

O texto introduz alguns elementos do processo de modernização que originou a produção de mercadorias centrada na lógica capitalista. Sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.
I. A implantação do sistema fabril capitalista transformou substancialmente os padrões de consumo, criando mercadorias fabricadas em um ritmo frenético e impondo novas necessidades aos consumidores.
II. Uma característica marcante da modernização foi a consolidação da indústria local, já que a sua proximidade com as comunidades credenciaram-na a atender os anseios dessa população regional.
III. A modernização capitalista favoreceu a percepção de uma diminuição dos espaços geográficos, à medida que o desenvolvimento das tecnologias de comunicação encurtou as distâncias entre as pessoas.
IV. A centralização da produção em estabelecimentos altamente automatizados fortaleceu o sistema doméstico de fabricação de mercadorias baseado na atividade artesanal.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

9 - As inovações tecnológicas permeiam a evolução da sociedade humana e, consequentemente, do espaço geográfico. Entre elas, destacam-se os sistemas de produção industrial e de organização do trabalho, que coexistem na atualidade com objetivo comum de aumentar a produtividade para a ampliação dos lucros.
Nesse contexto, as empresas vêm adequando o seu ritmo de produção às demandas do mercado, evitando o desperdício, investindo em tecnologia de ponta e automação e terceirizando o processo produtivo para firmas médias e pequenas, que passam a orbitar em torno da corporação.

Esse modelo de organização da produção e do trabalho é denominado:
a) fordismo.
b) dumping.
c) taylorismo.
d) holding.
e) just-in-time.

10 - Nova York, nos Estados Unidos, é um exemplo típico de cidade global. Exerce funções de comando supranacional e de alto nível tecnológico, constituindo-se, portanto, em local onde a rede internacional das empresas capitalistas encontra seus pontos físicos de ancoragem espacial. Além disso, como cidade global, Nova York:

a) apresenta atividades econômicas limitadas pela presença de corporações financeiras e industriais, regionalmente localizadas, que afetam a organização do território em escala mundial.
b) desempenha funções e atividades econômicas de caráter macrorregional, contrariando a lógica da reprodução ampliada do capital que tem por base a relação centro-periferia.
c) possui uma economia que apresenta características primárias, uma vez que desempenha funções de controle das empresas industriais localizadas nos países em desenvolvimento.
d) funciona como centro de localização de atividades econômicas nacionais e internacionais, influenciando na organização do território em suas diversas escalas.
e) é a capital dos EUA, cidade global por excelência. Em NY estão as principais empresas, as principais peças de teatro e os principais artistas.


11. (UEMG) A atual fase da evolução capitalista é denominada: Globalização.
Assinale a afirmativa INCORRETA sobre esse fenômeno.
a) É marcado pela mundialização da produção, da circulação e do consumo.
b) Preocupa-se com a eliminação de barreiras entre nações, enfraquecendo as grandes corporações econômicas e fortalecendo o Estado.
c) Acelera o processo competitivo avançado na informatização, automatização e na robotização das atividades produtivas.
d) O espaço mundial tende a ficar cada vez mais homogêneo.
e) Acelera o fluxo de informações e capital.

12. Você está fazendo uma pesquisa sobre a globalização e lê a seguinte passagem, em um livro:

A SOCIEDADE GLOBAL
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado. Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca-Cola no Mc Donald’s. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes Benz. Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir uma musica em um aparelho da Apple ou Sansung. Pode ser um som do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola. Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas.
Adap. Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL. SP, Ed. Ática, 1997.

Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a resposta correta.
a) O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da terra.
b) A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador das novas nações.
c) A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista.
d) O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte.
e) Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.

13. A leitura exercício acima ajuda você a compreender que:
I. a globalização é um processo ideal para garantir o acesso a bens e serviços para toda a população.
II. a globalização é um fenômeno econômico e, ao mesmo tempo, cultural.
III. a globalização favorece a manutenção da diversidade de costumes.
IV. filmes, programas de TV e música são mercadorias como quaisquer outras.
V. as sedes das empresas transnacionais mencionadas são os EUA, Europa Ocidental e Japão.
Destas afirmativas estão corretas:
a) I, II e IV, apenas.
b) II, IV e V, apenas. 
c) II, III e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) III, IV e V, apenas.

14. A globalização ora em curso está para o atual período científico-tecnológico do capitalismo como o colonialismo esteve para sua etapa comercial ou o imperialismo para o final da fase industrial e início da fase financeira. Trata-se de uma expansão que visa aumentar mercados e, portanto, lucros, que é o que de fato move os capitais produtivos ou especulativos, na arena do mercado.
SENE, E. de; MOREIRA, J. C. Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 1998. p. 64. Texto adaptado.

Sobre as manifestações características da globalização, é correto afirmar:
a) A redefinição das relações políticas, econômicas e culturais entre os países modifica o papel e o significado das fronteiras nacionais.
b) A globalização anulou a força/influência do EstadoNação como poder regulador da vida econômica e social dos países.
c) A nova divisão internacional do trabalho permite que grandes conglomerados empresariais passem a exercer uma dominação crescente no setor industrial e de serviços.
d) É cada vez menor a cooperação internacional entre governos, instituições não governamentais e indivíduos, dado o crescente isolamento das nações.
e) É decrescente a interligação e interdependência dos mercados financeiros em escala mundial.

15. Um dos fenômenos mais discutidos e polêmicos da atualidade é a "Globalização", a qual impacta de forma negativa:
a) na mão-de-obra desqualificada, desacelerando o fluxo migratório.
b) nos países subdesenvolvidos, aumentando o crescimento populacional.
c) no desenvolvimento econômico dos países industrializados desenvolvidos.
d) nos países subdesenvolvidos, provocando o fenômeno da "exclusão social".
e) na mão-de-obra qualificada, proporcionando o crescimento de ofertas de emprego e fazendo os salários caírem vertiginosamente.

GABARITO

1. C
2. C
3. C
4. D
5. C
6. A
7. C
8. B
9. E
10. D
11. B
12. A
13. B
14. C
15. D

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


REPRESSÃO À LITERATURA PERIFÉRICA NA FLIP 2012

Por Renan Inquérito e Rodrigo Ciríaco
(*) Renan Inquérito é músico, poeta, educador, geógrafo e integrante do grupo de rap Inquérito;Rodrigo Ciríaco é educador, escritor, integrante do coletivo cultural Os Mesquiteiros.

acesso em 03/08/2012 as 13h


“Vendo pó! Vendo pó… Vendo pó…esia! Tem papel de 10, papel de 15, papel de 20, com dedicatória do autor, ainda vivo.” Eram essas frases que nós, Renan Inquérito e Rodrigo Ciríaco, gritávamos no megafone enquanto andávamos pelas ruas de Paraty (RJ) na 10ª edição do Festival Literário de Paraty (Flip), a maior festa literária do país. Megafone numa mão, livros na outra, e entre curiosos e assustados íamos vendendo nossos livros no maior estilo guerrilha, indo pra cima do povo, buscando leitor até onde não tinha. Uns achavam engraçado, interessante, outros nem tanto.
O fato é que estávamos ali representando os escritores independentes, periféricos desse país, escritores sem editora, que fazem das ruas seu stand. Enquanto a Flip tinha a sua livraria oficial, a Livraria da Vila, a gente levou um pouco da nossa livraria oficiosa, a Livraria da Vela: Fa-Vela!
Logo de início paramos perto de uma ponte, uma via pública na parte central do evento e começamos a recitar poesias aos que passavam. O sarau improvisado logo foi batizado de “Sarau da Ponte” – lembranças aos Maloqueiristas.
Tudo ia bem até o segundo dia, quando um fiscal da Prefeitura, acompanhado de um policial nos abordou dizendo que era proibido comercializar livros daquela maneira, estávamos ferindo a Lei Orgânica do Município, e que era pra gente parar porque se não aquilo ia virar “uma feira”, além do que, estávamos fazendo apologia às drogas porque dizíamos que vendíamos PÓ.
Explicamos: “vendemos pó-esia, irmão”. Mas o policial militar, que se identificou juntamente a fiscais da prefeitura, seguranças e organizadores do evento, disse que o problemas estava na “interpretação” – ao que retrucamos: Drummond, homenageado da Flip 2012, escreveu: “No meio do caminho tinha uma pedra”, ele estava vendendo crack? (Assista ao vídeo “Biqueira Literária”)
Pra evitar um transtorno maior, decidimos circular, fomos vender os livros em outro lugar, longe dos olhos dos fiscais, mas no outro dia, lá estávamos na ‘bendita’ ponte, e logo eles chegaram de novo, dessa vez com reforços, até porque estávamos armados com livros de alto calibre: #PoucasPalavras, Te Pego Lá Fora, Pode Pá Que é Nóis que Tá, 100 Mágoas, nossos trabalhos, considerados por eles drogas de alta teor de intoxicação e periculosidade.
Ameaçaram apreender os livros caso não saíssemos do local e ainda ameaçaram nos enquadrar por desacato à autoridade, disseram que não tínhamos alvará de “funcionamento” – nós questionamos: desde quando um escritor, detentor dos direitos autorais do seu livro, estando em uma festa literária, com um produto cultural, em via pública precisa de “alvará” para trabalhar?
Ainda mais se tratando de um país que tem, em todo o seu território nacional, menos livrarias funcionando do que apenas uma única cidade, como Buenos Aires na Argentina! Nós deveríamos receber apoio, incentivo e não ameaças, repressão, sermos constrangidos!
Para resumir: na maior festa literária do país, a prefeitura de Paraty (RJ), a polícia do Rio de Janeiro, os organizadores da Flip 2012, agiram como sempre fizeram: ignorando os escritores marginais, independentes e suas respectivas manifestações, expressões artísticas que aconteciam nas ruas, legitimando apenas a literatura passiva, ‘official’, dos stands, das grandes editoras, em um evento onde pagava-se R$ 40 para assistir os debates, em uma festa financiada por uma lei de incentivo à cultura e patrocinada por um banco que quer pintar a cidade toda de laranja.
Liberdade de expressão, direito de ir e vir: ZERO! Quer saber? Se formos seguir a letra da lei, quem não tem alvará são eles! Eles que não tem alvará para nos entupir apenas com livros da chamada “literatura oficial”, com marcadores de páginas cheios de logomarcas famosas muitas vezes financiadas com recursos públicos. Interferindo e alterando totalmente a configuração da cidade, tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanidade.
Será que a Flip pediu alvará de funcionamento para os índios e quilombolas que vivem em Paraty antes mesmo da chegada do homem branco? Não vi nenhum estande pros índios e quilombolas venderem seus artesanatos, estes ficavam no chão, no meio da rua se quisessem. E pudessem, já que a repressão dos fiscais, também atingia a eles, algumas vezes.
A passarela da poesia, a “Paraty Fashion Week”, parecia mais uma verdadeira balada literária – perdoe-nos o trocadilho, Marcelino Freire -, e nós, os escritores marginais, periféricos, independentes, fomos lá pra preservar o patrimônio histórico do povo brasileiro, o inconformismo e a coragem que ainda nos dá uma ponta de esperança. Mas como diriam os Racionais MCs: “Nossos motivos pra lutar ainda são os mesmos”.
Todos os artistas de rua, poetas e escritores frequentadores das quebradas dos saraus, da literatura marginal, independente, viva, da cultura periférica fazem muito, muito mais para a diversidade e riqueza de nossa cultura, do que muitos bancos privados, prefeituras vendidas e polícias repressivas. Não precisamos de autorização nem de alvará para o nosso funcionamento. A nossa cultura é livre. E as ruas pedem livros!